quarta-feira, 19 de setembro de 2012


CONCLUSÃO DO GRUPO CONSENSO SOBRE O TEMA VAIDADE

 

      O trabalho de pesquisa e de elaboração deste blog contribuiu de forma significativa para a percepção do grupo sobre a vaidade, suas nuances e a polêmica que ela provoca, tendo em vista as várias formas de vê-la e de senti-la.

      O desejo constante de atrair não só a atenção do outro, como também sua aprovação, origina-se tanto de uma preocupação excessiva com a aparência física como no campo intelectual. O conceito de vaidade apresenta-se de formas variadas, sendo representado através da vaidade física ( cuidado com o próprio corpo, preocupação com sua exibição e com a aceitação do corpo pelo outro), vaidade intelectual ( utilização do saber como forma de  demonstrar o poder e da falsa modéstia, camuflando a verdadeira vaidade dentro de uma suposta humildade). Ela se manifesta também na forma de andar, de olhar, de falar, de gesticular, de pensar.

      Além disso, percebeu-se a diferença entre vaidade (relacionada à aceitação do outro) e  autoestima ( sentimento interno de satisfação com a própria aparência e comportamento), conceitos comumente utilizados como sinônimos, mas que ocorrem de forma equivocada.

      A vaidade está presente no indivíduo em todas as faixas etárias. Jovens e adultos, velhos e crianças, todos têm a vaidade dentro de si e isso se manifesta de uma forma ou de outra, em maior ou menor grau. Todos veem na vaidade uma forma de alcançar alegria e ânimo para viver. Os idosos, por exemplo, hoje estão vivendo mais e melhor, e a vaidade é responsável por isso de forma relevante. Eles se cuidam mais, se preocupam mais com sua aparência, não veem a idade como empecilho para ser feliz, para amar, para admirar e ser admirado.

      A vaidade é a exacerbação de uma necessidade natural que surge da interação com as outras pessoas, cujo convívio social será aprimorado ou desestabilizado pelo julgamento alheio. Ao considerar esse fator como condicionante para a verdadeira felicidade, o indivíduo extrapola a modulação do seu comportamento e passa a ser escravo dos olhares, das impressões e das verdades impostas pela sociedade.

      Ela pode trazer danos irreparáveis ao ser humano, ao extrapolar barreiras físicas e psicológicas, delimitando seu comportamento e determinando seu senso de felicidade. A partir daí, a vaidade perde seu sentido original e transforma o homem em mero espectador de sua própria vaidade, não usufruindo dela de forma sadia.

      O homem vê na vaidade uma forma de alcançar o poder e a aceitação do outro, e isso é estimulado pela mídia, que sem escrúpulos exige que o homem se comporte de uma forma nem sempre agradável para ele, mas que lhe é importa, incutindo-lhe a ideia de que só assim ele alcançará o sucesso profissional e a aceitação da sociedade em geral. E quem não a possui, estará fadado ao anonimato, justificando, assim, sua grande importância nos dias atuais.

      Esforços quase sobre-humanos são realizados para mantê-la, em nome da valorização pessoal e do bom relacionamento social. O consumismo exagerado está intimamente ligado à vaidade do homem. Seguem-se padrões universais de beleza, priorizados pela mídia e pelos meios de comunicação em geral.

      O setor de beleza e de higiene no Brasil cresceu assustadoramente nos últimos anos, movimentando a economia de forma significativa, criando novas profissões especializadas para atender ao mundo da beleza. Ampliou-se o mercado consumidor de produtos de beleza para atender também aos homens, às crianças e aos idosos.

      A vaidade, atualmente, não é mais restrita ao mundo feminino. Há homens tão ou mais vaidosos que as mulheres. O medo do envelhecimento que afeta homens e mulheres pode justificar esse culto excessivo à vaidade. Com ao comportamento das crianças, é preciso atenção especial quando a vaidade infantil e considerada exagerada, o que pode provocar danos tanto físicos (cosméticos que causam danos à pele infantil, por exemplo) quanto psicológicos (supervalorização da beleza em tenra idade). Tudo isso, aliado à aprovação alheia, torna-se suscetível de acarretar problemas ainda mais complexos.

      Ainda não se conhecem todos os efeitos da vaidade no ser humano, mas é certo que ela provoca inúmeras doenças, como bulimia, anorexia e vigorexia. Essas doenças provocam o afastamento e o isolamento das pessoas devido ao desejo extremo de atingir um ideal de beleza construído internamente.

      Os adolescentes são os que mais sofrem com o efeito da vaidade, na busca pela imagem de alguém que eles não são nem jamais serão. A evidente importância do culto ao corpo e à estética contribuem para que os adolescentes se transformem em seres extremamente consumistas. A autonomia cede lugar à alienação, alimentada pela mídia, que os influencia de forma tendenciosa e manipuladora. Eles perdem o senso crítico, político e social, tornando-se as maiores vítimas da doença do consumismo exagerado (oneomania).

      Embora existam inúmeros efeitos negativos no que diz respeito à vaidade excessiva, quando ela se apresenta em níveis aceitáveis, pode causar alguns benefícios ao ser humano, aumentando sua autoestima, sua beleza interna e externa, e consequentemente sua saúde física e mental. Sabendo-se que ela sempre fará parte do indivíduo e sempre se manifestará de alguma forma em algum momento da vida, faz-se necessário que sua existência esteja cercada de certos limites, para que ela não domine o homem, e o torne um ser movido por suas próprias ideias e não pelas ideias ou percepções do outro.

( Regina Cláudia, Juliana, Denise e Patrícia Amoretty )


Impressões pessoais sobre a vaidade (respondendo aos tópicos elaborados pelo grupo)

      O que é vaidade? Ela é boa ou ruim?

      A vaidade é uma forma do ser humano se autoafirmar na sociedade, ser aceito pelo grupo e de sentir bem consigo mesmo. Ela pode se manifestar tanto na aparência física quanto na forma de agir e de pensar.
    Quando ela alcança níveis considerados alarmantes, torna-se maléfica, pois passa a escravizar o indivíduo, que a partir daí, perde sua identidade e seu senso crítico. Acho que, quando se encontra na medida certa, a vaidade traz algo de positivo, como o sentir-se bem para viver bem, olhar-se no espelho e ver sua imagem bonita e atraente, embora cada ser humano tenha um nível diferente de vaidade que considere aceitável.

      Quem é mais vaidoso? O homem ou a mulher?

      No mundo contemporâneo, considero que tanto homens quanto mulheres são seres vaidosos. As mulheres são naturalmente vaidosas, em maior ou menor grau. Até eu tenho esse “defeito”, embora não aparente nitidamente, mas de uma forma velada, o que não deixa de ser uma forma também de vaidade, não permitir que outros me enxerguem assim.
      Hoje, todos somos vaidosos. Os homens a cada dia que passa, mergulham mais na vaidade, vendo nela uma forma de se sentir bem, de serem notados e valorizados. Mas, sem dúvida, as mulheres são mais vaidosas porque têm dentro de si algo que eles não têm, que vai muito além de um simples batom ou rímel. A vaidade feminina é proveniente de uma aceitação psicológica que ultrapassa os limites do visual. E isso já nasce com elas, apenas é incentivado por uma cultura que cultua o corpo perfeito, e desta forma consegue atingir àquelas consideradas vaidosas na forma e no conteúdo.

      A vaidade muda de geração para geração?

      Certamente, em um passado não muito distante, a vaidade era vista de outra forma, sem tantos apelos como vemos nos dias atuais.
      As mulheres possuíam uma vaidade natural, que vinha de dentro delas, sem imposições.
      Hoje o que se vê são pessoas massacradas pela mídia, dominadas por um consumismo que as torna escravas de si mesmas, de sua aparência, de seu sorriso pouco natural, de sua postura artificial.
      A vaidade do século passado já não é a mesma do século atual. As pessoas se veem cada vez mais envolvidas numa teia de vaidade para alcançar uma felicidade que não existe de fato, porque é uma felicidade comprada e inventada pela indústria cultural do consumismo que impõe regras de aceitação do ser humano na sociedade, que são sentidas no senso comum, através do qual só quem consome está inserido no meio social, apenas aquele que usa roupas da moda é considerado normal e socializado.

      A vaidade interfere no convívio social?

      Sim. A vaidade é vista hoje como parte do ser humano. Quem não a possui de forma visível, do modo como a sociedade exige, perde-se no caminho e sente-se frustrado diante de uma sociedade consumista e perversa.
      O indivíduo sente-se bem quando é aceito pelos outro e a vaidade contribui para essa aceitação. Cabelos desalinhados, roupas amassadas, ausência de maquiagem, cores que não combinam, sapatos sem salto, barba por fazer, unhas sem esmalte, são ainda mal vistos pela sociedade da aparência e da produção, que ainda por cima exige um cuidado diário e constante com esses itens, tendo em vista que um simples descuido pode causar danos irreparáveis ao indivíduo, como a perda do emprego ou o  afastamento de “amigos”.

( Regina Cláudia)

 

ENTREVISTA COM SUZANA MENEZES

TEMA: VAIDADE

1 – Para você, o que é vaidade?

      Vaidade para mim é o cuidado que a pessoa tem com o seu rosto e/ou corpo, mantendo sempre uma boa aparência. Porém, se tiver um cuidado exagerado, a vaidade se torna um pecado. Assim, a pessoa nunca se contenta com sua aparência, utilizando vários meios para mudá-la.

2 – Você se considera um pessoa vaidosa?

      Sim, mas não busco a perfeição.

3 – Por que ?

     Porque gosto de estar sempre arrumada, me sentir bem comigo mesma.

4 – O que você faz para se sentir bem consigo mesma?

      Para mim, o conforto vem em primeiro lugar e é desta forma que me sinto bem.

5 – Essa vaidade é boa ou te atrapalha?

     É boa, pois não sou exagerada. Para minha idade (15 anos), não acho que seja bonito um rosto/corpo artificial. Natural é sempre melhor.

6 – Quem você gostaria que fosse mais vaidosa?

      Minha mãe. Porém, ela está começando a cuidar mais dela.

Comentários: A entrevistada é minha filha, uma adolescente de 15 anos. Foram respeitadas suas palavras na íntegra. Percebe-se em sua forma de responder, que já há consciência dos malefícios que pode causar a vaidade exacerbada. Algo que deveria ser percebido também por outros adolescentes da sua idade, que hoje se veem dominados pela indústria cultural que apregoa a vaidade como uma forma de alcançar a felicidade e que por isso deve ser mantida a todo custo.

( Regina Cláudia)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Quem é narcisista, é vaidoso?

Buscando entender melhor as diferenças entre narcisismo e vaidade, podemos consultar esta matéria do Informativo da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, que as explica de maneira simples:


http://sobreviventenaselva.blogspot.com.br

Cosméticos infantis

ANVISA abre consulta pública para novas regras de cosméticos infantis

"(...) Na opinião da dermatologista Márcia Purceli, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, crianças não são adultos em miniatura e, por isso, devem usar produtos específicos, que causem menos reação alérgica e levem em conta o peso e a área corporal delas.
"Essa consulta serve para as pessoas entenderem o que está proposto, antes de isso chegar ao mercado. Existe uma demanda das empresas, que querem mais uma fatia de consumidores; das crianças, que se espelham na mãe, nas irmãs e amigas; e dos pais, que incentivam esse comportamento precoce", avalia a médica.(...)"
Leia a matéria completa...

Confira aqui a Cartilha da ANVISA sobre cosméticos infantis. 

Juliana C.

Vaidade masculina



Espelho, espelho meu! Existe rapaz mais lindo do que eu?
:-)

http://dooutroladodapoca.wordpress.com


ARTIGO


Juliana C.

Limites da vaidade


Será que a vaidade tem limites? Cirurgias plásticas frequentes, muitas ao invés de melhorar a aparência acabam deformando as pessoas, são necessárias ou um exagero, uma fuga?

Muitos concordam que o comer adequadamente, se exercitar, ter uma vida saudável é bom. Mas quando e como perceber quando tudo isso extrapola o objetivo do bem-estar e vira obsessão, paranoia?


Ele fala um pouquinho sobre os exageros e ainda das cobranças maiores para pessoas maiores de 30 anos. Quando as pessoas acham ainda mais importante estar bem.

Será que esta preocupação toda com a aparência é o medo do envelhecimento? Vontade de nos mantermos    jovens, confiantes e independentes? Mais um momento de reflexão para nós.

Abraços carinhosos.

Patricia Amoretty

Culpa da Mídia ?

Há nas sociedades contemporâneas uma intensificação do culto ao corpo, onde os indivíduos experimentam uma crescente preocupação com a imagem e a esté

Será a vaidade desmedida que vemos na sociedade culpa da mídia?

Em meio a pesquisa encontrei um texto interessante no site: http://www.brasilescola.com/sociologia/a-influencia-midia-sobre-os-padroes-beleza.htm.

Em muitos momentos o texto traz a ideia de que o culto ao corpo e o consumo ligado a ele não escolhe classe social. Ora evocando as razões ligadas a saúde ora a estética, tem embutido em si os padrões de beleza pregados e defendidos pela mídia que aí está.

O texto é interessante ao propor a discussão do que realmente é saúde, estética, bem-estar ou incentivo puro e simples ao consumo.

Vale a pena ler.

Abraços carinhosos a todos.

Patricia Amoretty

vaidade e consumo

Uma reveladora palestra sobre as relações entre vaidade e consumo em nosso mundo, exposta pelo professor Yves de La Taille, educador e psicólogo francês naturalizado brasileiro, especializado em desenvolvimento moral:




Juliana C.

Bate-papo - uma carreira íntima da vaidade


Aha!!! Não estou falando da carreira de modelo :-)!

No último domingo, em uma tarde ensolarada e quente, conversei com a Dra. Graciela C. de Oliveira e Silva, médica dermatologista com muitas histórias para contar. 
 Foto: http://www.unirio.br

Dra. Graciela estudou na Faculdade de Medicina da UNIRIO, onde escolheu a área de Dermatologia , graduando-se em 1974.  Em 1975, aprovada em Concurso Público Federal, iniciou sua atividade profissional no Serviço Público e paralelamente em seu consultório particular. Aposentou-se em 2011,
após 36 anos de clínica médica. Sempre gostou de trabalhar com Dermatologia Clínica, atendendo pacientes de todas as classes sociais e origens. Acompanhou, ao longo de sua carreira profissional, o surpreendente crescimento da Dermatologia Estética.

Foto:http://www.portalsaofrancisco.com.br

É nesta experiência da Dra. Graciela, que busquei algumas respostas sobre a íntima relação entre vaidade física, doenças infecciosas e o mundo do consumo.

A Dermatologia é uma especialidade clínico-cirúrgica, isto é, o dermatologista estuda para diagnosticar e tratar (às vezes realizando cirurgias), em pessoas com problemas na pele e anexos cutâneos (cabelos e unhas).  Dra. Graciela afirma que a formação universitária do dermatologista não é voltada para a Dermatologia Estética, mas atualmente é nesta área que desejam atuar grande parte dos dermatologistas. Possivelmente ocorreu uma mudança de enfoque na formação ao longo dos anos que “transformou” em doença, questões puramente estéticas. Ela atribui esta “mudança de interesse” dos médicos dermatologistas a uma questão mercadológica, já que a medicina estética possui um público com mais recursos financeiros. Falando em mercado da saúde e estética, é importante lembrar que os planos de saúde, geralmente, não cobrem tratamentos com fins estéticos, exceto em cirurgias reparadoras específicas.

Outro elemento citado como determinante nesta guinada para a estética na dermatologia foi o aumento na promoção de modelos de beleza ideais na sociedade brasileira, principalmente, nos meios de comunicação.

Foto:http://www.drjeffchandler.com
Bom, segundo a Dra. Graciela, na Dermatologia Clínica, não há um perfil restrito de pacientes e a área não é tão rentável financeiramente. Além disto, como a doutora mesmo já ouviu em encontros profissionais, há recém formados que não querem trabalhar com “pústulas ou perebas” e já seguem pela Dermatologia Estética. Ao ser questionada sobre o porquê de não ter ido para a Estética,  respondeu que sempre gostou da clínica dermatológica e estava satisfeita com seu trabalho. Não viu motivos para se especializar em outra área apenas para ganhar mais dinheiro. E complementou dizendo que existe, por parte de alguns jovens médicos (assim como de leigos), a ideia de considerar a Dermatologia como especialidade que trata de doenças “feias” e em sua maioria de pacientes pobres. Estes, naturalmente, são colega mal formados. Infelizmente, isto os leva a querer trabalhar com a beleza ou com o “querer atingir a beleza”. Nas palavras de Dra. Graciela: “Muitos esquecem que a especialidade médica chamava-se, originalmente, Dermato-Sifiligrafia, o que evidencia o nosso importante papel na Saúde Pública”.  Vale uma pausa para reflexão, não?

Foto:http://paulafisiodermato.blogspot.com.br
Sobre as questões relacionadas à vaidade, ela relatou que as doenças mais comuns que levavam os pacientes a procurá-la eram a pitiríase versicolor e a dermatite seborreica. Ambas são problemas de pele bastante visíveis e os pacientes chegavam incomodados com manchas e/ou escamações aparentes. Não era necessariamente vaidade, mas um desconforto real com a aparência. Entretanto, também atendeu, com bastante frequência, pessoas que a procuravam exclusivamente por preocupações estéticas. Após perceber os motivos que levavam estes pacientes até seu consultório e descartar a possibilidade de uma patologia associada, explicava que não atuava na área estética. Era um consultório voltado para a Dermatologia Clínica e ponto final.

Foto:http://www.medicina.ufmg.br
Já em relação ao gênero e idade do público que atendia, a doutora afirmou que até uns 10 a 15 anos atrás, apenas mulheres mencionavam questões estéticas durante a consulta. Mas nos últimos anos de consultório, observou que os homens passaram a perguntar mais sobre cremes e tratamento para calvície, por exemplo. Considera que isto se deva a naturalização do cuidado com a aparência masculina, que reduziu a “vergonha em perguntar”. Observou isto também em seus pacientes mais idosos. 

Foto: http://dicasfemininas.com.br

Mais recentemente, nos atendimentos à crianças era consultada sobre os danos de alisamento de cabelo e respondia claramente que este tipo de tratamento estético era contraindicado para crianças e dependendo do caso, até para adultos.



Imagem: http://www.dramariahelenasandoval.com.br


Resumindo, depois deste bate-papo, ficou claro que nem sempre preocupar-se com a aparência é sinal de vaidade ou futilidade. Portanto, olhem-se, admirem-se. Se achar que algo está errado, não titubeie e procure um especialista.





“A pele revela muitas doenças e não apenas doenças de pele. Há muitas patologias que apresentam sinais cutâneos, tais como sífilis, gonorreia e a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS). A consulta a um dermatologista, em certas ocasiões, leva ao diagnóstico de patologias graves, que necessitam de tratamento prolongado e emergencial.” 

Quer saber mais sobre a dermatologia clínica e a "da vaidade"? E sobre as mudanças ocorridas nas últimas décadas?
Dê uma olhada em:
A Carreira de Dermatologista
Reflexões sobre a dermatologia atual no Brasil

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


Sinais de alerta...


Vaidade infantil exagerada


Segundo a psicologa Sulei Castilho, muitas crianças querem ser adultas antes do tempo, mas quando a preocupação estética não se resume a situações e, sim, a uma constância no comportamento, ela passa a ser preocupante.  O que pode ser interessante para uns, podem acarretar vários problemas emocionais e físicos.
Além do problemas comportamentais, as crianças podem desenvolver dermatite, que nada mais é uma alergia desencadeada por exposição a produtos químicos, como cremes, maquiagens, perfumes etc.   


Cabe aos familiares mais próximos identificar se a criança está distorcendo sua auto-imagem ou se há uma obsessão pela beleza. Nesses casos, o mais indicado é procurar a ajuda profissional para que, dessa forma, a menina aprenda a assumir sua própria identidade.


A psicóloga Sueli Castillo, elencou algumas atitudes que podem servir de alerta aos pais para detectar quando a criança está prestes a passar do limite saudável da vaidade. Confira a seguir:

- Quando a menina passa muito tempo diante do espelho;
- Quando ela valoriza mais a aparência que os estudos;
- Quando inicia dietas de emagrecimento justificando estar acima do peso;
- Quando a marca da roupa for mais importante que a própria roupa;
- Quando toda a mesada for destinada para a compra de cosméticos, roupas e acessórios.




Fonte: http://mulher.terra.com.br/saiba-como-lidar-com-a-vaidade-excessiva-das-criancas,e3286ee9f9e27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html






Tinturas danificam os fios, por serem mais finos estão propensos a quebra.

 Fonte: http://cortesdecabelo.net.br/cortes-de-cabelo-infantil-masculino/ 



Verifique se os produtos são hipoalergênicos, ou seja, destinados às peles sensíveis.

Fonte: http://meiafina.com.br/filhos/comportamento/news/1678/




Vaidade exagerada na infância merece alguns cuidados!!!





Denise R.

Pequena Miss Sunshine e atividades sobre vaidade precoce

Hoje tive uma oportunidade única de colocar em prática um pouco do conteúdo que estamos discutindo nesse blog: A Vaidade.

Sou professora de Espanhol da rede municipal do Rio de Janeiro e hoje eu e a professora de inglês reunimos as duas turmas de 8° ano para assistir o filme pequena miss sunshine. O filme retrata o cotidiano de uma família nada normal. Olive, a filha caçula da família  é convidada a participar de um concurso de beleza e foi exatamente sobre esse evento fizemos uma bate papo com os alunos  após a exibição do filme. No concurso participavam várias crianças vestidas e maquiadas como adultas e com extremo exagero. Olive foge dos padrões de beleza pré estabelecidos e o filme retrata uma situação parecida com a realidade, pois cada vez mais há concursos de beleza infantil em que pais acabam permitindo essa vaidade  precoce. 


Pequena Miss Sunshine : poster
Capa do filme Pequena Miss Sunshine

No final do filme discutimos um pouco sobre vaidade em excesso e propomos uma pesquisa sobre o assunto. Quais seriam os benefícios e malefícios. Além disso, trabalhamos um texto em inglês e um em espanhol sobre beleza e seus exageros.  
Outras matérias também aproveitaram o filme e propuseram trabalhos às turmas. A professora de arte fez uma aula sobre padrões de beleza no decorrer do tempo, a professora de português trabalhou com notícias sobre o tema vaidade e a professora de ciências aproveitou para tratar de alguns aspectos sobre saúde e trabalhou a dualidade saúde x  vaidade = andam lado a lado ou são inimigas ?

É muito bom ver na prática um projeto ser executado, no próximo post posto fotos dos trabalhos e atividades que giraram em torno do assunto e aproveito esse post para compartilhar algumas imagens das então candidatas ao concurso de beleza. Assistam o filme é bem divertido e professores, ele é uma boa pedida ,pois além de beleza, vaidade dá para trabalhar outros temas como família, cooperação etc. 

Foto das candidatas do concurso de beleza do filme Pequena Miss Sunshine



Oliver - personagem principal do filme pequena miss sunshine 


Imagens de meninas que participaram de concursos de beleza, como pequena miss  

 Postado por Luciana Cortes


"Síndrome de Adônis" e o conceito de beleza

Vigorexia.
Uma psicopatologia associada à imagem que se tem do corpo ideal e logo associada à fragilidades na autoestima. O vigoréxico, como o anoréxico e o bulímico, é movido pela vaidade e desejo de possuir um corpo perfeito, adequado a seus padrões de beleza e ocorre uma distorção na percepção do próprio corpo.

Mas não é o corpanzil esquálido das modelos que se busca, neste caso. A vigorexia é um quadro de transtorno obsessivo-compulsivo (o famoso TOC) no qual a pessoa associa beleza à musculatura e que o leva a fazer exercícos em excesso e alimentar-se inadequadamente. Tudo para se ohar no espelho e se ver ali FORTÃO ;-)!

Mas quem estabelece estes padrões, que são seguidos por muitos no mundo contemporâneo? As pressões por uma aparência perfeita e as ofertas incessantes de fórmulas mágicas para a beleza "sonhada" estão a todo tempo em nossas vidas, nos outdoors, nos programas de tv, nas revistas de beleza, etc.

O que está errado na alimentação do vigoréxico?
Excesso de shakes aminoácidos;
Pouca ingestão de gorduras e muita de proteínas e carboidratos;
Uso de anabolizantes e esteróides. 

Possíveis consequências para a saúde:
Problemas renais, hepáticos e cardíacos;
Retenção de líquidos e atrofia testicular;
Baixa imunidade.



 

Mas atenção, não confundamos fisiculturismo com vigorexia. Não são situações obrigatoriamente associadas ;-).
Segue um vídeo que esclarece as diferenças entre a preocupação com a boa forma e o exagero da vigorexia.




Pesquisa e imagens:
http://medicinaufs.blogspot.com.br/2010/11/o-que-e-vigorexia.html
TV Record  
  
Juliana C.

mais poesia...

Vaidade
de Florbela Espanca 


Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade

Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...

Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,

E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho...
 
E não sou nada!...

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Lembrei da famosa citação na Apologia de Sócrates:" Só sei que nada sei". 
E a vaidade intelectual?


 Juliana C.

domingo, 16 de setembro de 2012

Vaidade ...


 Uma jovem com deficiência visual bastante preocupada com a estética, mostra seus cuidados  e  estratégias para se cuidar. E uma iniciativa interessante de um empresa que disponibiliza embalagens com indicações em Braille e uma versão falada de seu catálogo de produtos na internet, mostrando que a acessibilidade é necessária  em todos os setores.


Traz  a  ideia da  vaidade como uma forma de se sentir bem, de melhorar a autoestima, ainda a relaciona a  atitudes positivas.

U outro olhar  para a vaidade.

Um abraço a  todos.

Patricia Amoretty