Vaidade
por: Roberto Lazaro Silveira
Uma pessoa vaidosa idealiza uma imagem pessoal para transmitir aos
outros, com o objetivo de ser admirada. Mostra com extravagância seus pontos
positivos e esconde seus pontos negativos.
A vaidade é mais utilizada também hoje para estética, visual e aparência
da própria pessoa. A imagem de uma pessoa vaidosa estará geralmente em frente a
um espelho.
Para a psicanálise de Freud a vaidade está ligada ao narcisismo, assim,
atribuímos à feminilidade maior quantidade de narcisismo, que também afeta a
escolha objetal da mulher, de modo que, para ela, ser amada é uma necessidade
mais forte que amar.
A inveja do pênis tem em parte, como efeito, também a vaidade física das
mulheres, de vez que elas não podem fugir à necessidade de valorizar seus
encantos, do modo mais evidente, como uma tardia compensação por sua
inferioridade sexual original.
Eis o “enigma da natureza feminina”: “anatomia é destino”. Para Freud,
passividade, masoquismo, frigidez, vaidade, são atributos da constituição
feminina, resultado da consciência de nossa castração e conseqüente inveja do
pênis; esta inveja será substituída pelo desejo de ter um bebê –
preferencialmente masculino, para quem a mãe transfere a ambição que ela foi
obrigada a suprimir. A maternidade, esse complexo e insubstituível motor da
vida, teria então sua origem em um sentimento menor, o da inveja.
Também para Freud a vaidade, quando bem administrada, é o motor das
realizações.
A vaidade é o ponto fraco do herói Sansão na mitologia.
A
vaidade é considerada o mais grave dos pecados capitais.
Regina Cláudia.
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